Polícia Civil investiga um novo golpe

A Polícia Civil está investigando a aplicação de um novo golpe em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, o da lista telefônica. A empresária Solange Santos Cintra Chaebo luta há cinco meses na Justiça para provar que foi vítima de estelionatários. O golpe teria acontecido em dezembro de 2010. Uma pessoa ligou para a empresária e informou que havia atraso no pagamento da empresa que faz anúncios e distribui listas telefônicas por todo o país. Solange recebeu o boleto por e-mail e pagou R$83,40. Dias depois recebeu um novo telefonema desta vez da empresa verdadeira. Foi então que descobriu que havia sido enganada. “A situação é realmente de impotência, porque você tem todos os documentos, você prova que foi vítima de um golpe, e as pessoas não te levam a sério. Falam que você é mais um no Brasil, mas gente, isso não pode, eles vão ficar impunes?”, questiona a empresária. Dois meses depois, Solange descobriu que estava com o nome negativado no Serasa por falta de pagamento da verdadeira fatura. A vítima registrou um boletim de ocorrência e abriu um processo por perdas e danos contra a empresa que fornece a lista. Somente este ano, a Delegacia do Consumidor já recebeu dez denúncias parecidas. Os investigadores descobriram que a quadrilha teria aberto quatro empresas para aplicar o golpe, todas em Campinas, interior de São Paulo. São elas: Public do Brasil Telecom Publicidade Ltda, Publicidade Brasil Telecom Publicidade Ltda, Globo Guias Ltda e Globo Listas Prestadoras de Serviços de Publicidade Ltda. O nome das duas primeiras empresas, a Public Brasil e a Publicidade Brasil, são bem parecidos com o nome jurídico da companhia que faz os anúncios verdadeiros e distribui as listas. Essa é uma forma de confundir o consumidor, alerta a polícia. Agora, o delegado responsável pelo caso, Adriano Garcia Geraldo, quer saber como os estelionatários conseguem informações dos clientes da empresa que fornece a lista. Uma das hipóteses é que existam funcionários envolvidos com o esquema criminoso. “Nós não temos dúvidas de que alguém tem acesso ao banco de dados da empresa, uma vez que, tão logo vence algum boleto bancário, alguém liga cobrando, e emite um novo boleto, só que desta vez, desviando o dinheiro para uma outra conta”, finaliza o delegado.

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